Prensas de ciclo curto para enobrecimento de painéis com lâmina e/ou papel

 

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Prensas de ciclo curto para enobrecimento de painéis com lâmina e/ou papel

As prensas de ciclo curto tem como definição aquelas em que o carregamento é realizado de um lado, e a descarga do outro, de forma automática. Este tipo de prensa tem fundamento quando a capa à ser prensada não ultrapassa os 1,5 mm e o tempo de prensagem não é maior de 1,5 – 2 minutos.

Finalidade/Aplicação

Uma linha de prensa de ciclo curto é a que oferece maior flexibilidade no seu uso. Pode-se revestir painéis com lâmina faqueada e papel finish foil. Para tal deve-se apenas adequar a prensa às condições exigidas, ou seja, pressão e temperaturas adequadas. Uma pré-definição da utilização da linha também é importante para determinar um lay-out apropriado.

 

Tipos de folhas que podem ser usados na prensa

  • Madeira Faqueada

Geralmente com espessuras de 0,6 mm precisa-se de uma pressão de 6 Kg/cm2 e temperaturas em torno de 120o C.

O tempo de um ciclo fica em torno de 30-50 segundos.

  • Papel Finish-Foil

Pressões que vão de 6 à 18 Kg/cm2 e temperaturas em torno de 120o C.

Para papéis de espessura 60g/m2 o tempo do ciclo é aprox. 20-30 segundos. Com espessuras de 25-30 g/m2 o ciclo fica em 6-12 segundos.

  • Folhas melamínicas

Para o revestimento com folhas melamínicas necessita-se uma grande pressão, em torno de 30 - 40 Kg/cm2 e temperaturas que chegam a 200o C. O tempo do ciclo é de 1 minuto aproximadamente. Folha melamínica é o único material que não necessita cola, por ser termo-deformável. Para esta atividade são usadas normalmente prensas específicas, devido à produtividade requerida. 

Existem diferentes tipos de folhas e cada uma têm uma durabilidade/resistência diferente. No caso de folhas que devem ser exportadas, ou estar um longo período em estoque, estas devem ser mais resistentes, com um respectivo aumento no tempo de prensagem. Existem clientes que possuem um tempo de prensagem de apenas 30 segundos, mas suas folhas agüentam somente no máximo 6 semanas. Outro dado importante, é que as folhas devem ser armazenadas sempre em ambientes climatizados.

 

Funcionamento da Prensa

Se o material à ser usado para revestimento for o finish-foil, o cliente deveria informar se quer aplicar o mesmo através de rolo (com o equipamento necessário inserido na linha de composição e prensagem) ou se as folhas virão pré-cortadas nos formatos das peças à serem revestidas.

Se for revestir grandes painéis, recomenda-se haver o equipamento para desenrolar as folhas diretamente antes de colocá-las sobre os painéis. Se for revestir pequenas peças, recomenda-se cortar as folhas no formato, antes de irem à linha de aplicação.

Caso o cliente queira aplicar somente folhas (e não outros materiais como lâminas de madeira), então neste caso ele necessita de uma linha de aplicação de folhas (EFA ou FFA) e não uma prensa.

 

Sistema de Aquecimento

A prensa pode ser aquecida de três formas: 
  • Óleo diatérmico
     
    A forma mais recomendada. O óleo mantém uma temperatura mais regular e uniforme, além do fato de não trabalhar sob pressão alta (menor risco). Para fábricas que tem sistema térmico à água quente ou vapor saturado, pode se instalar um trocador de calor para que a prensa trabalhe com óleo. 
     
    Antes do óleo entrar na prensa, passa por uma estação de aquecimento, para garantir a temperatura desejada nos pratos. Caso se espera obter temperaturas diferentes entre o prato superior e inferior, deve-se ter duas dessas estações, uma para cada prato. 
     
  • Elétrico
     
    Para utilizar a energia elétrica como fonte de aquecimento dos pratos, deve-se considerar três fatores: o tamanho da prensa, se a fábrica dispõe de quantidade de energia suficiente e o custo da energia no local.  
     
  • Água ou Vapor
     
    Provavelmente o mais utilizado no Brasil. Grande desvantagem é que a prensa não pode trabalhar com temperaturas inferiores à 100o C.
 

Sistema para liberação de peças

Para liberar peças que eventualmente ficam grudadas à parte superior da prensa (no momento em que ela se abre), as prensas da Bürkle vêm equipadas com um sistema de afrouxamento/esticamento da banda superior, eliminando eventuais perdas de produtividade.

 

Tipos de Prensas

A Bürkle denominou suas prensas da seguinte forma:
  • HPB
     
    Para alta produtividade em portas ou parquet. Basicamente são dois andares de no máx. 4 aberturas cada. A prensa se diferencia também pelos seus cilindros laterais e não superiores (devido à economia de espaço).

A pressão máxima que se pode obter é de 14 Kg/cm2 e tem como medida standard 1100 x 2600 mm.

  • ODW
     
    Normalmente monovano, pode ter até 4 aberturas. Pressão de até 40 Kg/cm2 e temperaturas diferentes nos pratos é possível.
     
  • ODW Portas
     
    De 3 a 5 aberturas, específica para a produção de portas. Importante pedir medidas para realização de oferta.
 

Controle da Prensa

Para casos onde a superfície da prensa não estiver sendo utilizada em 100%, existem diferentes sistemas de controle para evitar que a prensa se danifique, devido às diferenças de altura encontradas ao longo da superfície do prato (prejudicando seu paralelismo):
  1. Sistema automático de reconhecimento: Consiste em uma barreira de scanners na entrada, que determina a posição e quantidade de painéis que estão entrando na prensa. Com esta informação, a prensa se regula automaticamente para aquela situação, distribuindo uniformemente a pressão em todos os pontos da prensa. Este é um opcional com custo adicional.
  2. Uma outra alternativa é haver os cilindros que exercem a pressão controláveis separadamente (por filas), onde o operador deve desligar aqueles que estariam prensando no "vazio". Esta é a versão mais encontrada no mercado.
  3. A última e mais econômica é não haver nenhum controle, tendo os operadores que completar a superfície de prensagem com outros painéis similares, eliminando a diferença.
 

Prensa para fabricação de piso

Devido à alta temperatura, as prensas destinadas para revestir painéis com papel melamínico não podem ter transportador para carregar e tirar as peças da prensa. Para tal foi desenvolvido um sistema de transporte, onde o painel é "carregado" para dentro da prensa, e depois um sistema de vácuo o retira.

Nas linhas mais modernas têm instalado um sistema novo que possibilitou reduzir em 13% o ciclo de prensagem, aumentando sua produtividade. Este sistema consiste em transportadores com braços carregadores laterais (não precisando a estrutura entrar por inteiro e depois sair de novo). Para o melamínico é imprescindível que haja um carregamento rápido da prensa, pois a folha não pode iniciar sua reação em tempos diferentes, por razões óbvias. Antes de entrar na prensa, o painel passa por uma barreira de ionização, criando uma certa eletricidade estática, evitando que a folha se desloque durante a operação de carregamento na prensa.

Para se obter diferentes tipos de superfície, trabalhando sempre com a mesma folha, pode se adaptar na prensa moldes, que passarão à superfície do painel o efeito desejado (porosidade, enrugado, opaco, etc.).

Quando se quer uma maior produtividade, coloca-se mais prensas enfileiradas, uma atrás da outra, sendo no máximo 3.

 

Equipamentos periféricos

Além das prensas, a Bürkle também fornece todos os equipamentos necessários para compor a linha de prensagem, tais como carregadores automáticos, transportadores, escovas para limpeza de painéis, passadeiras de cola, transportadores à disco e equipamento pra descarga automática ou manual.

Todos acompanhados da habitual solidez e qualidade Bürkle.

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