Prensas membrana sem membrana

 

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Prensas membrana-sem membrana BTF

O conceito

A Bürkle foi a inventora do processo de revestimento com folhas de PVC através de prensa membrana sem membrana. De 1991 para cá ela já instalou mais de centenas de prensas em todo o Mundo, provando serem linhas de extrema robustez e que trazem um resultado final de alta qualidade. 

Denominada BTF, a prensa funciona com um princípio de prensagem à base de pressão de ar comprimido (parte superior) e vácuo (parte inferior da peça), eliminando o uso da membrana. Isto porque a própria folha de PVC atua como membrana, trazendo excelentes resultados de acabamento.

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Finalidade/Aplicação

A prensa sem membrana foi criada para substituir as prensas com membrana. Com a entrada de painéis de MDF e HDF no mercado de móveis (principalmente no setor de cozinhas), pôde-se ousar cada vez mais nos perfis de acabamento, onde a ausência de uma membrana (por representar uma limitação) permitiu o revestimento destas superfícies, com uma maior qualidade, permitindo acabamentos high gloss, de altíssimo brilho.

A diferença é muito mais visível em perfis negativos, ou seja, quando a parte à ser revestida vai além do ângulo reto de 90º. Para exemplificar, pode se imaginar uma porta de armário onde o próprio puxador é fresado no painel. Neste caso a membrana não poderia realizar o acabamento.Se pensarmos ao inverso, não existem perfis que uma prensa com membrana possa revestir, e que a sem membrana não possa.

Além do fato de que sem membrana se pode revestir perfis mais "complicados", elimina-se também muitos custos de manutenção da máquina, tanto em energia quanto em reposição de membranas, uma vez que estas furam ou têm uma vida útil em média de apenas 1500 ciclos de prensagem. Sem falar na perda em produção e mão-de-obra toda a vez em que se deva realizar alguma manutenção do gênero.

 

Tipos de folhas que podem ser utilizados na prensa

Isto dependerá muito da aplicação final do painel. Devido a isto existem diferentes materiais, que são:

Folhas de PVC:

É a matéria-prima mais utilizada para o revestimento em prensas membrana (ou sem membrana). Devido à facilidade de seu manuseio, e seu relativo baixo custo, talvez 95% dos revestimentos de painéis em 3D sejam realizados com PVC. Tem uma espessura de 0,3 / 0,4 mm, e disponível em uma infinita variedade de cores e desenhos.

Folhas de PP ou PET:

Uma das vantagens que oferecem estes materiais são o fato de não poluírem o meio-ambiente quando queimados. Para isto são também muito mais caros que o PVC. Possuem outra desvantagem que devido à sua espessura (um pouco mais resistentes que o PVC) necessitam um maior tempo para serem aquecidos, aumentando o tempo do ciclo de trabalho, e diminuindo o rendimento produtivo. Devido à sua espessura também, tornam-se menos flexíveis para trabalhos mais detalhados, quando comparados com o PVC.

Folhas de madeira de lei:

Para a aplicação de folhas de lâminas faqueadas em painéis em 3D (com relevo), é necessário haver uma membrana. Isto devido ao fato das folhas de madeira serem porosas. 

Para esta operação, a Bürkle dispõe da possibilidade de se adaptar uma membrana à sua prensa, sem demora ou complicações. Em minutos transforma-se uma prensa sem membrana em uma com membrana. 

É válido lembrar que no caso de revestimento com madeira os perfis não podem ser muito acentuados, como quando se utiliza o PVC ou outros.

 

Funcionamento da Prensa

Como exposto anteriormente, a prensa funciona com um princípio de pressão à base de jatos de ar comprimido e vácuo. 

As peças são colocadas na mesa de apoio, respeitando uma distância de aprox. 4 cm entre uma peça e outra, e o mesmo das bordas. Esta distância é muito importante que seja respeitada, pois possibilitará à folha plástica se deformar (de acordo com o perfil) sem romper nas bordas. Uma distância muito grande entre uma peça e a borda pode rasgar a folha. Para determinar os espaços pode se utilizar qualquer tipo de material (ripas, outros painéis sem cola, etc.)

Para que as peças estejam em uma altura correta (possibilitando o perfeito acabamento da parte inferior das bordas), recomenda-se colocar sob os painéis à serem revestidos peças idênticas à estas (caso estas não sejam muito espessas), ou então utilizar como base peças de aprox. 15 mm de altura (calços).  

Após posicionadas as peças, é colocado sobre estas a folha de revestimento, devendo ser deixado uma certa margem no comprimento, para que quando a prensa feche as extremidades sejam seguradas, permitindo a realização do ciclo. 

As peças devem vir já com a cola termoplástica aplicada seca (a folha de PVC não possui cola), operação que pode ser feita com certa antecedência, pois a cola seca é reativada devido ao calor da prensa. 

Uma vez preparada a mesa, é acionado o ciclo. A mesa entra na prensa e esta se fecha. Para garantir um bloqueio 100% eficaz, a prensa possui sistemas de trava que bloqueiam as duas partes da prensa entre si. 

A primeira operação da prensa é "inflar" a folha, através de jatos de ar que vêm da mesa de apoio, fazendo com que ela encoste na parte superior da prensa. Aquecido à uma temperatura de aprox. 120o C, o prato superior possui um sistema de aquecimento composto da seguinte forma: 

O prato em si é aquecido de forma elétrica. A temperatura será mantida constante e por igual em todo o prato através de um sistema de circulação de óleo, que absorve o calor e distribui o mesmo por igual. Este detalhe é fundamental para compreender a diferença entre as prensas da Bürkle e outras, pois este princípio é raramente aplicado. 

Sem este sistema (somente com aquecimento elétrico) é difícil de homogeneizar o calor na superfície. Se o prato superior apresentar variações de calor, pode trazer muitos problemas para o acabamento, pois a folha não será aquecida por igual. Uma folha não corretamente aquecida apresentará variações na sua propriedade de se moldar, enrugando-se, prejudicando o resultado final.

Outra vantagem de haver o sistema adotado pela Bürkle, é que o prato não sofre variações bruscas de temperatura (quando liga), proporcionando maior durabilidade ao equipamento. 

Uma vez completada a fase de aquecimento da folha (duração média 60 segundos), entra em ação o vácuo fazendo com que a folha (amolecida devido ao calor) se molde na superfície. Após alguns segundos entra o ar comprimido (aprox. 5-6 bar) de cima, que fará pressão sobre a folha, terminando o ciclo de prensagem. 

Uma vez terminado a prensagem, a prensa se abre e a mesa sai, iniciando um novo ciclo. Um ciclo de prensagem dura em média de 2,5 a 3 minutos, dependendo do tempo de preparação das peças sobre a mesa de apoio. 

Dependendo da produção exigida, a prensa pode ser adquirida em diferentes versões. O princípio de prensagem é sempre o mesmo, alterando somente o princípio do ciclo de carregamento da mesa (quantas e como as mesas de apoio irão se movimentar). 

A mais recomendada (e produtiva) é a linha que tem três mesas de apoio (ciclo contínuo), sendo que enquanto uma está dentro da prensa (no ciclo de prensagem) as outras estão sendo preparada e outra descarregada. O tamanho e formas das peças também irão influenciar na capacidade produtiva da linha. Como alternativa mais econômica pode-se ter uma prensa com duas mesas, sendo que enquanto uma está prensando, a outra é descarregada e preparada. 

A prensa com três mesas possui uma maior capacidade produtiva, fazendo em média 24 ciclos por hora. Para calcular a produção, basta verificar o número de peças que cabem na mesa e multiplicar pelo número de ciclos. 

As peças uma vez que saem da prensa devem ser individualizadas (manualmente) e a rebarba deve ser cortada fora. Para isto existem equipamentos periféricos que automatizam a operação. Após o final da operação de limpeza das peças, estas se encontram em condições de serem embaladas ou ir para processos de montagem sucessivos. 

Para resolver um problema que os produtores de móveis só percebem depois que estão em produção, ou seja, o que fazer com todo o material de PVC que sobra como rebarbas, etc, a Bürkle desenvolveu uma prensa que irá formar todo este material em fardos, facilmente transportável. Para se ter uma idéia melhor, seria como estas prensas de carro em ferros velhos, onde o carro sai como um quadrado, compactado. 

Com o avanço da tecnologia, hoje é possível inclusive eliminar a necessidade de gabaritos, através de um sistema Multi-Pin ® , onde através do reconhecimento ótico das peças (através de câmaras), são acionados pinus que elevarão a peça na altura necessária, dentro da prensa. 

Isto possibilita a eliminação de centenas de gabaritos diferentes (1 para cada peça), o que representa custo e problemáticas de lay-out e armazenamento dos mesmos. Outro fator importante, é que com o tempo, os gabaritos (que são feitos com painéis de madeira) sofrem com a ação continua da variação de temperatura, empenando (o que significa diferentes alturas da peça durante o ciclo de prensagem, com respectivo reflexo na qualidade de acabamento). 

O uso de prensa membrana-sem membrana também representou uma revolução no processo produtivo, no sentido em que maiores dimensões são possíveis de revestir também com PVC (como portas e tampos de mesa). 

Esta nova realidade trouxe ao mercado programas de software de gerenciamento e otimização do processo produtivo, obtendo-se um significativo incremento na produtividade, e respectiva economia de matéria-prima (PVC), trabalhando inclusive em conjunto com sistemas de controles de estoque e produção de centros de usinagem.

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