Equipamentos para Faqueados (Detalhamento) Guilhotinas

 

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Guilhotina e Empilhador de Lâminas


Nada adiantaria toda a tecnologia em centragem e laminação, se após o torno estiverem muitos operadores manuseando a lâmina, e a mesma sendo guilhotinada em guilhotinas pneumáticas com acionamento manual. 

A linha após o torno é o fator que mais influencia na produtividade da laminação. O torno é o equipamento mais veloz de todos (normalmente trabalhando até 500 e 600 rpm), e permitir que ele trabalhe continuamente contribuirá em muito tanto à qualidade quanto à produtividade.

O fato da lâmina não ser manuseada por operadores em qualquer fase do processo é primordial para a qualidade da mesma. Não raro encontramos linhas de laminação com equipamentos obsoletos, cuja produtividade dependerá de operadores não conscientes da importância do trabalho, manuseando a madeira de forma inadequada. O vai e vem que a lâmina é obrigada à fazer (posicionamento para corte de defeitos) muitas vezes desalinha a mesma, trazendo logo de início um corte não perpendicular, que acarretará em um aumento de descarte. 

Se imaginarmos esta situação por 3 turnos em anos de trabalho, pode-se imaginar o prejuízo... 

Na linha da A.Cremona, o torno é conectado à guilhotina através de um transportador, que ao mesmo tempo eliminará da linha os descartes provenientes da laminação (arredondamento). Isto é feito através de um flap, acionado automaticamente cada vez que espessuras de descarte estão trabalhando no torno. Quando a contra-faca se posiciona para laminar qualidade, o flap fecha e toda a madeira é encaminhada à guilhotina. 

Antes da guilhotina propriamente dita, a lâmina é analisada através de uma barreira de sensores óticos, que indicará à guilhotina a qualidade da madeira (nós, fissuras), permitindo que a mesma trabalhe de acordo com parâmetros previamente inseridos no programa.

Trabalhando à uma velocidade de até 180 m/min, ela realiza um corte mínimo de 45 mm, com uma tolerância da precisão de corte de no máximo 10 mm. Sendo acionada por um servo motor, a lâmina de corte (que possui 2 faces afiadas) realiza um giro de 180o, cada vez que é acionada. A posição de espera é na horizontal, para permitir a passagem da madeira pela máquina. 

De acordo com os cortes realizados (infinita possibilidade de programação de corte inicial e final, tail-fish, buracos mínimos e aceitáveis, qualidade de acordo com nós permitidos, etc), a guilhotina comandará o envio do descarte, tiras reaproveitáveis, lâminas pequenas e inteiras para seus respectivos lugares, ou seja:

  1. descarte: imediatamente retirado da linha após a guilhotina, através de sopro de ar comprimido e flaps de desvio.
  2. Tiras reaproveitáveis: eliminadas da linha antes da entrada no empilhador. As tiras são desviadas para um tapete de retorno, que possibilitará à um operador de classificá-las e separar-las de acordo com diferentes parâmetros de classificação.
  3. Lâminas pequenas: até uma largura mínima de 600 mm. as lâminas podem ser encaminhadas à estações de descarga no empilhador à vácuo, permitindo uma coletada ordenada e sem prejuízos à qualidade (sempre devido ao mal manuseio de operadores).
  4. Lâmina inteiras: de acordo com o tamanho das lâminas (comprimentos de acordo com parâmetros programados na guilhotina) elas podem ser empilhadas em diferentes estações, organizando a produção.

A guilhotina fornecerá todas as informações e estatísticas de produção,que podem ser enviadas on-line à gerência da produção. 

Uma vez cortadas, as lâminas são empilhadas de acordo com as suas dimensões. 

As estações de empilhamento (mesas elevadoras) podem ser configuradas de acordo com a necessidade. Normalmente usa-se de 4 a 5 estações, permitindo que a linha possa trabalhar com 2 qualidade de lâmina inteira, 1 lâmina menor e 2 estações acopladas para empilhar lâminas de miolo (com comprimento de 2700 mm, para painéis 4’x 8’).

O empilhador possui dezenas de pequenos ventiladores que irão proporcionar o vácuo (sucção), enquanto as lâminas são enviadas à estação correta pelas cintas transportadoras. Os pequenos ventiladores permitirão uma operação com baixo custo (em vez de poucos ventiladores enormes), e também permitirão realizar a manutenção (quando necessário) sem ter que parar a linha.

As lâminas são baixadas às plataformas (cuja altura é regulamentada automaticamente por fotocélulas) através de batedores, cuja ação é controlada pneumaticamente.

Pronto. As lâminas estão prontas para irem ao secador. Empilhadas de forma ordenada, elas permitem uma alimentação automática no secador, evitando mais uma vez o manuseio das mesmas. 

Esta tecnologia pode também ser aplicada para linhas de laminação de madeira tropical.

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